O homem, desde os primórdios da humanidade, busca incessantemente meios e estratégias para vencer os desafios da sua sobrevivência. O objetivo deste artigo é discutir como o homem através, dos tempos, desenvolveu sua capacidade de obter conhecimentos para gerar idéias, inovações e tecnologia em seu benefício e da humanidade. Faz-se uma revisão bibliográfica de acontecimentos do passado e uma analogia com o momento atual, mostrando que no passado ele era dominado mentalmente pelos detentores de conhecimentos que manipulavam os menos esclarecidos tornando-os submissos a deuses e fenômenos da natureza que castravam sua capacidade de raciocínio. Apresenta-se também como o homem organizou-se e venceu os desafios com o uso do conhecimento. A contribuição é fornecer elementos através dos fatos para uma reflexão sobre a evolução do trabalho do homem no contexto da civilização.
Palavras-chave: Evolução, conhecimento, inovação.

 



 

EVOLUÇÃO DAS ERAS DO DESENVOLVIMENTO
De acordo com Martins (1998, p. 1), os artesão foram a primeira forma de produção organizada, já que eles estabeleciam prazos de entrega, conseqüentemente estabelecendo prioridades, atendiam especificações pré-estabelecidas e fixavam preços em suas encomendas. A produção artesanal evoluiu face ao grande número de encomendas. A decadência da Era artesanal começou com o advento da Revolução Industrial. 


A partir de Descartes o homem teve consciência de que a compreensão dos princípios científicos proporcionava uma maneira mais metódica de inventar. Mas muitas das invenções foram ainda feitas antes de o homem possuir o conhecimento científico necessário para as compreender. A máquina a vapor, por exemplo, iria ser inventada mais de um século antes de os cientistas entenderem as leis da termodinâmica que tornavam o seu funcionamento compreensível (ATMORE et al., 1978, p. 313-321).




A máquina a vapor de James Watt foi o arauto dos primeiros movimentos da Revolução Industrial. Em 1760 o processo já estava em marcha e as novas invenções apareciam com um ritmo dez vezes superior ao do princípio do século. O início da utilização da energia a vapor coincidiu com o nascimento da indústria têxtil.


Gaither relata que a Revolução Industrial surgiu em função de dois elementos principais: a substituição da força humana e da água pela força mecanizada e o estabelecimento do sistema fabril. A Revolução Industrial se espalhou da Inglaterra para outros países europeus e para os Estados Unidos. Avançou mais ainda com o desenvolvimento do motor a gasolina e da electricidade.




A Revolução Industrial criou uma procura de metais apropriados, a que corresponderam rápidos progressos no processo de refinamento do ferro. O americano Thomas Alva Edison, inventor da lâmpada incandescente, foi o cientista mais prolífico do século XIX , registrou 1093 patentes dos seus inventos. Os últimos anos do século XIX foram os da revolução da bicicleta que, pela primeira vez, permitiu que grandes massas de população viajassem economicamente.


O século XIX chega ao fim numa actividade fabril relacionada com o vôo da máquina mais pesadas do que o ar. Nas afirmativas de Gaither o ambiente socioeconômico do novo século formou o caldeirão no qual a administração científica foi formulada. O elo perdido era a administração – a capacidade de desenvolver essa grande máquina de produção para satisfazer os maciços mercados de então. Um núcleo de engenheiros, executivos comerciais, educadores e pesquisadores, desenvolveu os métodos e a filosofia denominada Administração Científica.




O invento mais importante foi o motor de combustão interna. O primeiro automóvel Benz, com patente registrada, era na realidade um triciclo motorizado. Em 1911, o Ford “modelo T” foi o primeiro automóvel concebido para produção econômica em série (ATMORE et al., 1978, p. 313-321).


Desde muito, sabemos que os avanços feitos pela humanidade sempre tem por responsáveis homens do estilo aventureiro, que não medem esforços para atingir seu objetivo, o qual é sempre possível e determinado. Graças a esses homens, a sociedade renova-se constantemente com tecnologias e métodos que melhoram a nossa qualidade de vida. De fato, tais homens com espírito aventureiro são tão necessários como os do outro tipo, que formam a base trabalhadora da pirâmide social. Por outro lado, o trabalhador é quem faz o sistema andar. Sua força de trabalho, calculada minuciosamente, é suficiente para transformar a ciência pertencente aos aventureiros em produtos e/ou serviços de utilidade. Mesmo atuando sempre como coadjuvantes na história, são eles que garantem a estabilidade do mercado, verificando as possibilidades menos custosas e realizando suas atividades de maneira lenta, com luta e labuta, a fim de continuar seu caminho com segurança, necessária para que o mesmo possa prosseguir.




 A grande questão, envolvendo a ética profissional e relacionando-se com os fluxos econômicos do sistema, é a maneira como o homem absorve tais espíritos e aplica-os em seu cotidiano. Para quem apresenta ambas as índoles, sendo tão trabalhador e cauteloso quanto criativo e audacioso, haverão sempre chances de conquistar o sucesso econômico. Assim como a sociedade, devemos mesclar as qualidades de ambos para conseguirmos destaque naquilo a que nos dedicamos. Portanto, os princípios que devem orientar as atividades humanas estão contidos em ambas as faces de homem. Tanto o trabalhador quanto o aventureiro tem seu lugar, e a falta ou excesso de um deles é danosa ao ciclo que se estabelece. Acreditar que o homem será capaz de transformar-se naquilo que for melhor diante de seus objetivos, desde que estes sejam para o bem comum, é dever de quem zela por um futuro melhor. 


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